Alexa+ chega ao Brasil com IA, mas ainda tropeça em nomes

Alexa+ chega ao Brasil com IA avançada, melhorando diálogos, mas ainda erra nomes e tem falhas de memória. Portal em português é aguardado.

Alexa+ chega ao Brasil com IA, mas ainda tropeça em nomes

A Amazon liberou para um grupo seleto de usuários no Brasil a Alexa+, uma versão aprimorada de sua assistente virtual que promete uma experiência de interação mais inteligente e fluida. A novidade incorpora recursos de inteligência artificial generativa, visando superar as limitações que tornaram a Alexa uma ferramenta mais básica ao longo do tempo, frequentemente resumida a funções como acender luzes ou verificar o tempo.

## Avanços notáveis na conversação

Um dos pontos altos da Alexa+ é sua capacidade de manter diálogos mais naturais e engajadores. A assistente demonstra maior compreensão de comandos complexos e até mesmo corrige a pronúncia de nomes de bandas em inglês, algo que era um desafio para versões anteriores. A capacidade de iniciar uma conversa sobre um tema, como a Copa do Mundo, e em seguida pedir para ouvir notícias, exemplifica essa evolução. A assistente também arrisca palpites sobre resultados de jogos, mostrando um comportamento mais proativo.

## Desafios persistentes

Apesar dos avanços, a Alexa+ ainda apresenta falhas. A pronúncia de nomes próprios, como o do jornalista que testou o serviço, continua sendo um ponto fraco, gerando variações cômicas. Além disso, a memória da assistente ainda é um gargalo. Em testes, ela demonstrou esquecer restrições impostas anteriormente, como a de não tocar uma determinada música, embora prometa aprender com as correções. Essa falta de consistência na retenção de informações pode comprometer a experiência do usuário.

## Limitações de interface e integração

Para dispositivos sem tela, como alguns modelos de alto-falantes Echo, funcionalidades que exigem visualização, como a criação de guias de turismo ou o resumo de documentos por e-mail, tornam-se inviáveis. A integração com outros dispositivos também enfrenta obstáculos; um modelo de televisão compatível com a versão anterior da Alexa não foi atualizado para aproveitar as novas funcionalidades, mantendo-se com as capacidades antigas.

## Ausência de portal em português

Um diferencial importante da Alexa+ nos Estados Unidos é seu portal online, que funciona de maneira similar a ferramentas como ChatGPT ou Google Gemini. No Brasil, contudo, não há previsão de lançamento dessa página em português, limitando o acesso a informações e funcionalidades avançadas. A Amazon informa que o acesso ao serviço é restrito a quem solicitar ou adquirir novos dispositivos Echo ou FireTV até o final de outubro.

## Modelos de negócio e custo-benefício

O acesso à Alexa+ está incluído na assinatura do Amazon Prime, o que representa um bom custo-benefício para os assinantes. Para quem não é assinante Prime, a opção de assinatura avulsa mensal de R$ 99,99 pode não ser vantajosa, considerando as funcionalidades e as falhas ainda presentes. Dispositivos compatíveis como o Fire TV Stick e modelos Echo têm preços que variam de R$ 350 a R$ 1.500.