PF captura suspeito de armar facção criminosa no Rio

PF prende suspeito de ser elo logístico no fornecimento de armas para o Comando Vermelho no Complexo da Maré, Rio de Janeiro. Operação apreende fuzil e munições.

PF captura suspeito de armar facção criminosa no Rio

A Polícia Federal (PF) realizou nesta terça-feira (data específica não informada no original) a prisão de Clayton Combe Ribeiro, de 31 anos, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro. Ribeiro é considerado um operador crucial na logística de armamento para o Comando Vermelho (CV), uma das principais facções criminosas do estado. A ação faz parte da segunda fase da Operação Forja, inserida na Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa da PF voltada ao desmantelamento de grupos criminosos que atuam no Rio de Janeiro, em linha com determinações do Supremo Tribunal Federal (STF).

## Apontado como elo logístico

Clayton Combe Ribeiro já era investigado em outras regiões do país por seu envolvimento na operação de fábricas clandestinas de fuzis. Ele é suspeito de envolvimento em crimes como organização criminosa, fabricação e comércio ilegal de armas de fogo de uso restrito, e lavagem de dinheiro. A PF destacou que o CV exerce domínio sobre áreas do Complexo da Maré através de intimidação e controle, afetando os direitos fundamentais da população local.

## Outras prisões e apreensões

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão. Além de Ribeiro, outro indivíduo foi preso por força de mandado judicial, sendo foragido por tentativa de homicídio qualificado e também vinculado ao CV. Um terceiro homem foi detido em flagrante, respondendo por favorecimento pessoal e organização criminosa majorada.

## Materiais apreendidos

Os agentes federais apreenderam um fuzil, carregadores de alta capacidade, munições, um colete à prova de balas, celulares e documentos. Os presos e os materiais recolhidos foram levados para a Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro para os procedimentos legais cabíveis, incluindo a lavratura do auto de prisão em flagrante e o registro formal da cadeia de custódia. Posteriormente, os detidos serão encaminhados ao sistema prisional do estado.

A Operação Forja e a Missão Redentor II evidenciam os esforços contínuos das forças de segurança para combater o crime organizado no Rio de Janeiro, buscando desarticular as estruturas que fornecem suporte logístico e armamento para facções criminosas.