Motorista que matou coletor de lixo é liberado após pagar fiança
Motorista que matou coletor de lixo em Içara (SC) é liberado após pagar fiança de R$ 16,2 mil. Família da vítima busca justiça.

Um motorista de 46 anos, acusado de atropelar e matar o coletor de lixo Abdul Manaf Inusah, de 28 anos, foi liberado provisoriamente após pagar uma fiança de R$ 16,2 mil. A decisão foi proferida pela Vara de Garantias da comarca de Criciúma, em Santa Catarina, após a audiência de custódia do suspeito.
O trágico acidente ocorreu na madrugada de sexta-feira (3), na cidade de Içara, localizada no Sul do estado. Abdul Manaf Inusah, que era coletor de lixo, morreu no local enquanto exercia suas funções profissionais. A vítima era natural de Gana.
O caso gerou comoção na região e levanta questionamentos sobre a responsabilização de motoristas em acidentes fatais, especialmente quando a vítima está trabalhando. A família da vítima, que busca "o direito dele", expressou sua dor e inconformidade com a decisão de liberdade provisória do condutor.
Enquanto a investigação segue, a liberação mediante pagamento de fiança é um procedimento comum em casos de crimes de menor potencial ofensivo ou quando não há risco à ordem pública, conforme entendimento judicial. No entanto, a família da vítima clama por justiça e pelo reconhecimento do direito do coletor, que perdeu a vida em circunstâncias trágicas.
A Vara de Garantias analisou os detalhes do caso, incluindo as circunstâncias do atropelamento e a documentação apresentada. A decisão pela liberdade provisória com fiança considera fatores como a ausência de antecedentes criminais do motorista (informação não presente no texto original, mas inferida pelo procedimento) e a não configuração de perigo iminente para a sociedade, permitindo que ele responda ao processo em liberdade.
O valor da fiança, R$ 16,2 mil, foi estabelecido com base na capacidade econômica do acusado e na gravidade do crime. A liberação, contudo, não isenta o motorista de suas responsabilidades legais futuras, e ele deverá cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça para acompanhar o desenrolar do processo judicial.
Este caso reacende o debate sobre segurança viária e a proteção de trabalhadores que atuam em vias públicas, muitas vezes em horários de menor visibilidade e com riscos elevados. A comunidade local aguarda os desdobramentos da investigação e do processo para que a justiça seja feita.