Justiça mantém preso suspeito de assassinato em bar em MT
Justiça de MT mantém preso suspeito de matar homem com facada no pescoço em bar. TJ negou habeas corpus e confirmou prisão preventiva por gravidade do crime e risco à ordem pública.

A Justiça de Mato Grosso decidiu manter a prisão preventiva de um homem de 60 anos suspeito de assassinar Werner Xavier de Moura Reske, de 30 anos, em maio deste ano. O crime ocorreu em Marcelândia, município localizado a 200 quilômetros de Sinop. A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do acusado.
## Detalhes do Crime e Decisão Judicial
Segundo as investigações, o suspeito atraiu a vítima até a porta de um bar no Bairro Vila Esperança e desferiu um golpe de arma branca diretamente na região do pescoço, causando a morte de Reske. A defesa do acusado argumentou que o decreto prisional carecia de fundamentação concreta e solicitou a revogação da prisão ou a substituição por medidas cautelares.
No entanto, a Corte entendeu que o decreto prisional, que se baseia em elementos informativos como depoimentos de testemunhas, relatório policial, boletim de ocorrência, imagens de câmeras de segurança e auto de constatação fotográfico, satisfaz o requisito de fundamentação. O Tribunal ressaltou que o modo de agir do suspeito, ao atrair a vítima e desferir o golpe fatal no pescoço, demonstra a gravidade concreta da conduta, justificando a prisão preventiva para a garantia da ordem pública.
## Fuga e Auxílio ao Suspeito
As imagens de uma câmera de segurança registraram o momento do ataque. A vítima aparece sentada em um bar conversando, quando se aproxima do suspeito. Em seguida, o agressor saca uma faca e atinge o pescoço da vítima, que ainda tenta se locomover para dentro do estabelecimento, mas não resiste ao ferimento e morre no local.
Horas após o crime, a Polícia Militar conseguiu identificar e prender um homem de 60 anos que teria auxiliado o suspeito de assassinato a fugir. Este segundo indivíduo foi autuado por favorecimento pessoal. O principal suspeito de cometer o homicídio se apresentou à polícia no dia 19 de maio.
A decisão judicial também ponderou sobre a apresentação espontânea do investigado à polícia, considerando-a uma circunstância favorável, mas insuficiente para neutralizar os outros fundamentos da prisão preventiva. Indicativos de fuga imediata após o crime, ocultação em área de mata e a intenção de evasão interestadual foram destacados como fatores que reforçam a necessidade da manutenção da prisão.