Índigena ataca ex-companheira com facão após ter pedido negado
Índigena é preso após tentar matar ex-companheira com facão em Tomé-Açu, Pará. Vítima sofreu fratura na mão e filha impediu o ataque. Agressor não aceitava fim do relacionamento.

Uma grave ocorrência de violência doméstica chocou o distrito de Quatro Bocas, em Tomé-Açu, no nordeste do Pará. Um homem, identificado como indígena, foi preso em flagrante após tentar matar a ex-companheira utilizando um facão. A vítima, que já possuía medida protetiva contra o agressor, foi atacada após recusar uma investida sexual dele.
Segundo relatos da polícia e da própria vítima, o homem não aceitava o fim do relacionamento. No dia do ataque, ele teria deixado a residência e retornado em seguida. Ao tentar forçar relações sexuais, recebeu uma negativa e, em um ato de fúria, partiu para o ataque com a arma branca.
A rápida reação da vítima, que levantou o braço para se defender, acabou minimizando a gravidade de um dos golpes. O facão atingiu sua mão, causando a fratura de um dedo. Curiosamente, o celular que ela segurava no momento também foi atingido, o que, segundo a polícia, ajudou a amortecer parte do impacto.
## Intervenção da filha foi crucial
A filha da vítima desempenhou um papel fundamental ao impedir que o ataque evoluísse para um desfecho fatal. Ao presenciar a cena, ela agiu rapidamente e conseguiu segurar o agressor no exato momento em que ele se preparava para desferir um segundo golpe com o facão. Após ser contido pela jovem, o homem fugiu para uma área de mata, mas foi localizado e detido pelas autoridades policiais.
O delegado responsável pelo caso ressaltou a importância da intervenção da filha, afirmando que, sem sua ação decisiva, a vítima provavelmente não teria sobrevivido. Ele detalhou como o primeiro golpe atingiu o celular e, em seguida, a mão da mulher, resultando na fratura. A intervenção da filha foi o que impediu a continuidade da agressão.
## Polícia reforça importância da denúncia
Diante do ocorrido, a Polícia Civil aproveitou para reforçar a necessidade de as mulheres denunciarem casos de violência doméstica. O delegado destacou que existem diversos canais de apoio e que as denúncias podem ser feitas tanto presencialmente nas delegacias quanto anonimamente, sem a necessidade de identificação da vítima. Ele enfatizou que qualquer pessoa que tenha conhecimento de situações de violência pode e deve comunicar às autoridades para que as medidas de proteção cabíveis sejam tomadas.
O suspeito, embora não possua antecedentes criminais registrados, responderá pelos crimes de tentativa de feminicídio e violência doméstica. A polícia segue investigando o caso e buscando garantir a segurança da vítima e de sua família.