Governador da Bahia Recusa Afastar Secretário Sob Investigação da PF
Governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, defende secretário de Meio Ambiente investigado pela PF no Caso Banco Master, afirmando que não há provas para afastamento.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), declarou nesta segunda-feira (29) que não há intenção de afastar Eduardo Sodré Martins do cargo de Secretário de Meio Ambiente do estado, mesmo diante das investigações da Polícia Federal. As apurações apontam empresas ligadas a Sodré Martins como supostas beneficiárias de transações financeiras investigadas no Banco Master.
Eduardo Sodré Martins, que é enteado do senador Jaques Wagner (PT-BA), já havia sido mencionado em uma operação anterior da PF que mirou o próprio senador há duas semanas. Em sua manifestação, o governador Jerônimo Rodrigues enfatizou que qualquer medida de afastamento só seria considerada mediante motivação concreta e provas cabais.
"De forma nenhuma nós vamos fazer afastamento sem qualquer tipo de motivação concreta, de provas. Eduardo é advogado, está se defendendo. Para ele, para a família, minha solidariedade", declarou o chefe do Executivo baiano, durante uma agenda no interior do estado. Ele reiterou que o afastamento de qualquer secretário, baseado em denúncias ou julgamentos antecipados, "não está no script".
## Detalhes das Investigações
As investigações da Polícia Federal sugerem que a BN Financeira Ltda., empresa constituída como microempresa e casada com Bonnie Bonilha, sócia e esposa de Sodré Martins, teria recebido repasses significativos. Em 17 de outubro de 2025, a empresa teria recebido R$ 3,5 milhões da PLK One Participações, ligada à Credcesta. A Credcesta, oriunda da extinta rede de supermercados estatais Cesta do Povo, opera um cartão de crédito consignado para servidores estaduais na Bahia, com exclusividade de 15 anos e juros de 4,7%.
Segundo a PF, a BN Financeira, apesar de sua estrutura inicial, teria movimentado valores vultosos. Há indícios de que o secretário Sodré Martins seria o responsável por intermediar cobranças junto ao banqueiro Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro, solicitando providências para a formalização de pagamentos por meio de boletos e notas fiscais.
Até o momento, Eduardo Sodré Martins não se pronunciou oficialmente sobre as suspeitas levantadas pela Polícia Federal. O espaço para sua manifestação permanece aberto.