Fraude em Progressão de Pena: Operação Policial Desmascara Esquema no Amapá

Operação da Polícia Federal e MP-AP investiga fraude no Iapen (AP) com uso de documentos falsos para progressão de pena de detentos. Esquema atuava em AP, PA e DF.

Fraude em Progressão de Pena: Operação Policial Desmascara Esquema no Amapá

Uma operação conjunta entre a Polícia Federal e o Ministério Público do Amapá foi deflagrada nesta terça-feira (30) para investigar um esquema de fraude na progressão de pena de detentos do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). A suspeita é que documentos falsos e articulações indevidas tenham sido utilizados para tentar antecipar benefícios legais a reeducandos.

As investigações tiveram início após a apreensão de um aparelho celular em uma unidade prisional. A análise do conteúdo do dispositivo revelou indícios de um esquema que visava interferir em decisões de execução penal, levantando suspeitas sobre a legalidade de alguns pedidos de progressão de regime.

## Esquema com Documentos Falsos

De acordo com as autoridades, o grupo investigado estaria atuando para garantir, de forma irregular, direitos previstos em lei para os detentos. A suspeita principal recai sobre o uso de documentação adulterada para comprovar condições que não condiziam com a realidade, visando burlar os trâmites legais e acelerar a obtenção de benefícios como a redução de pena ou a mudança de regime prisional.

Os envolvidos poderão responder criminalmente por crimes como falsidade ideológica, organização criminosa e corrupção, que preveem penas severas. As apurações seguem em andamento com o objetivo de identificar todos os participantes do esquema, incluindo possíveis cúmplices dentro e fora do sistema prisional.

## Abrangência da Operação

As ações de cumprimento de mandados judiciais não se limitaram ao estado do Amapá, estendendo-se também aos estados do Pará e ao Distrito Federal. Essa abrangência geográfica indica a possível ramificação do esquema e a necessidade de uma investigação coordenada para desarticular completamente a organização criminosa.

A Secretaria de Administração Penitenciária do Amapá (Seapen) informou que está colaborando com as investigações e que medidas internas estão sendo tomadas para coibir quaisquer irregularidades dentro da instituição. O caso reforça a importância da vigilância constante e da integração entre os órgãos de segurança e justiça para garantir a lisura do sistema penal.