Celular de PM baleado em SP: paradeiro é mistério para investigação

Celular do tenente Ronickson Pimentel dos Santos, baleado em São Caetano do Sul (SP), é peça chave para investigação, mas seu paradeiro é desconhecido pelas autoridades.

Celular de PM baleado em SP: paradeiro é mistério para investigação

O celular do tenente Ronickson Pimentel dos Santos, 39 anos, que foi baleado na cabeça em 27 de junho enquanto parava sua motocicleta em um semáforo em São Caetano do Sul, na região do ABC Paulista, ainda não foi localizado pelas autoridades policiais responsáveis pela investigação. A falta do aparelho, que é visto como uma peça fundamental para esclarecer os detalhes do ataque, tem gerado preocupação entre os investigadores do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) da Polícia Civil.

Até a tarde desta sexta-feira (3 de julho de 2026), agentes da Polícia Civil não tinham informações sobre onde o celular do tenente estaria. Após ser atingido, o policial foi socorrido e levado de helicóptero para o Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, onde permanece internado. A Polícia Civil já identificou o principal suspeito de ter efetuado os disparos, conhecido como "Golias", para quem a Justiça decretou prisão temporária. Ele seria o passageiro de uma motocicleta que emparelhou com a do tenente no momento do crime.

## Buscas e Mortes Durante Operação

Paralelamente à investigação principal, outras ações policiais ocorreram em busca dos envolvidos. Dois homens estão presos sob suspeita de envolvimento indireto no caso. As buscas levaram a confrontos que resultaram na morte de três homens, entre os dias 29 de junho e 2 de julho. Essas intervenções ocorreram após denúncias anônimas sobre o paradeiro de suspeitos, em áreas como a zona leste de São Paulo e Peruíbe, no litoral paulista. Os boletins de ocorrência dessas mortes mencionam diretamente a tentativa de homicídio contra o tenente Pimentel.

Um dos casos mais recentes ocorreu em Peruíbe, onde um homem identificado como Elenilson Misael da Silva, conhecido como "Galego", foi morto em uma troca de tiros com policiais. Segundo a polícia, ele estaria em uma caminhonete e teria fugido ao avistar os agentes, resultando em confronto. Galego portava uma pistola no momento da ação. Apesar da denúncia que o ligava a uma organização criminosa e ao atentado contra o tenente, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que, até o momento, não há indícios concretos de seu envolvimento direto no ataque ao policial.

O tenente Ronickson Pimentel dos Santos é irmão de Eloá Pimentel, jovem que foi morta em 2008 em um caso de grande repercussão nacional. A demora na entrega do aparelho celular levanta questões sobre a preservação de evidências cruciais para a elucidação completa do crime que vitimou o policial.