Saúde Mental LGBTQIA+: Luta Contra Preconceito e Discriminação
No Dia do Orgulho LGBTQIA+, especialistas enfatizam a urgência de discutir saúde mental, ligada ao preconceito e exclusão enfrentados pela comunidade.

A celebração do Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, em 28 de junho, vai além da defesa de direitos e visibilidade. Especialistas destacam a importância de abordar a saúde mental, uma área profundamente afetada pelo preconceito, exclusão e violência que a comunidade enfrenta. O psicólogo Fernando Alcantud Souza, da Atenção Básica do SUS, ressalta que a data serve para aumentar a consciência social sobre o tema.
Souza explica que ansiedade, depressão e outros sofrimentos psicológicos são frequentemente agravados por marcadores sociais de exclusão. "Não é que essas pessoas são mais propícias a doenças mentais, mas é que os marcadores sociais de exclusão, de violência, que às vezes elas passam, é que geram esses adoecimentos", afirma. Dificuldades de aceitação familiar, conflitos internos, inserção no mercado de trabalho e falta de apoio são fatores determinantes.
O atendimento psicológico no SUS começa na Unidade Básica de Saúde (UBS) e pode se estender aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em casos de maior gravidade. A discussão sobre saúde mental durante o Orgulho LGBTQIA+ busca combater a culpa e o isolamento, auxiliando indivíduos a compreenderem como esses fatores sociais afetam sua saúde e a encontrarem autonomia.