Metade das canetas emagrecedoras no Brasil vem do mercado informal
Estudo da Scanntech revela que mais da metade das canetas emagrecedoras usadas no Brasil podem vir do mercado informal. O uso desses medicamentos cresceu 239% no 1º tri de 2026.

Uma análise recente da Scanntech, empresa especializada em inteligência de dados para o varejo, revelou que mais da metade das canetas emagrecedoras utilizadas no Brasil podem ter origem no mercado informal. Esses medicamentos, que atuam com base no GLP-1, são procurados por sua capacidade de controlar a glicemia e promover a saciedade, auxiliando na perda de peso.
## Crescimento expressivo no uso
O estudo indica um aumento significativo no consumo desses medicamentos no país. Entre o primeiro trimestre de 2026 e o mesmo período de 2025, o uso de medicamentos à base de GLP-1 no Brasil disparou 239%. Essa estatística ressalta a crescente demanda por soluções para controle de peso e diabetes.
## Metodologia da análise
Para chegar à estimativa sobre o mercado informal, a Scanntech examinou a evolução das vendas de seringas em farmácias, comparando-a com o consumo histórico de insulina. O crescimento nas vendas de seringas que excedeu a tendência esperada para o uso de insulina foi interpretado como um indicativo do consumo de medicamentos adquiridos fora dos canais formais de distribuição.
## Perfil do usuário e interesse
Complementando a análise, a Scanntech realizou uma pesquisa quantitativa com mais de 2.000 adultos brasileiros. Os resultados apontam que 6% da população adulta utiliza canetas emagrecedoras. Deste grupo, uma expressiva maioria, 87,4%, arca com os custos do tratamento com recursos próprios. Adicionalmente, a pesquisa revelou que 47,3% dos entrevistados manifestaram maior interesse em iniciar ou retomar o tratamento com GLP-1 caso novas opções terapêuticas se tornem disponíveis no mercado.