Menina vence tumor facial de 11cm após tratamento complexo

Menina de 3 anos é curada de tumor facial raro de 11cm após 10 meses de tratamento intensivo com quimioterapia e cirurgia complexa em São Paulo.

Menina vence tumor facial de 11cm após tratamento complexo

Após uma batalha médica extenuante, a pequena Maria Eduarda da Silva Costa, de apenas três anos, foi declarada curada de um tumor miofibroblástico inflamatório (TMI) que cresceu rapidamente em seu rosto, atingindo quase 11 centímetros. O diagnóstico, feito quando a menina tinha seis meses, apontou para a localização do tumor na mandíbula esquerda.

O que começou como uma leve assimetria facial notada pela mãe, Camila Costa, evoluiu rapidamente. O inchaço, inicialmente confundido com o nascimento de dentes, progrediu a ponto de comprometer estruturas vitais, causando dificuldades respiratórias e de deglutição. A gravidade da situação exigiu internação imediata e medidas de emergência, como traqueostomia para garantir a respiração e gastrostomia para alimentação.

O tratamento, conduzido no Instituto de Tratamento do Câncer Infantil (Itaci) em São Paulo, durou dez meses e foi marcado por quase 90 dias de internação em UTI e 79 sessões de quimioterapia. A estratégia terapêutica combinou quimioterapia endovenosa com um imunossupressor para tentar reduzir o tamanho da massa tumoral.

Em outubro de 2025, Maria Eduarda passou por uma cirurgia de 13 horas para a remoção completa do tumor. O procedimento complexo incluiu a reconstrução da bochecha afetada com tecido retirado da própria perna da criança. A recuperação pós-operatória demandou cuidados intensivos, monitoramento constante e o suporte de uma equipe multidisciplinar.

Em maio de 2026, a menina celebrou o fim do ciclo oncológico com o tradicional toque do sino do hospital. Atualmente, Maria Eduarda retomou suas atividades, frequentando a creche e apresentando desenvolvimento neurológico e motor compatível com sua idade. Apesar da vitória, ela continuará em acompanhamento médico para lidar com sequelas permanentes, como assimetria facial e alterações na mordida.

A equipe médica ressalta a importância da atenção dos pais a sinais como inchaços persistentes, dificuldades de deglutição ou ruídos respiratórios em crianças, incentivando a busca por investigação médica imediata nesses casos.