Diálise domiciliar avança no tratamento renal no interior do Acre

Especialistas em nefrologia discutem a expansão da diálise peritoneal domiciliar para pacientes do interior do Acre, visando melhorar o acesso ao tratamento e a qualidade de vida.

Diálise domiciliar avança no tratamento renal no interior do Acre

A expansão do tratamento para doenças renais no Acre, especialmente para os moradores de municípios mais afastados, ganhou um novo impulso com a discussão sobre a ampliação da diálise domiciliar. Nefrologistas destacaram os desafios e as soluções para garantir o acesso à saúde em regiões remotas do estado.

A médica nefrologista Jarinne Nasserala, em entrevista ao programa Médico 24 Horas, ressaltou a importância da diálise peritoneal como uma alternativa viável para pacientes que residem longe dos centros urbanos. Essa modalidade de tratamento permite que os pacientes realizem a diálise em suas próprias casas, com acompanhamento médico e de enfermagem, reduzindo a necessidade de deslocamentos frequentes para unidades de saúde.

A conversa, que contou também com a participação da médica Monicely Salles, abordou os pilares fundamentais para o avanço da nefrologia no Acre: a prevenção da doença renal crônica, o diagnóstico precoce e a capacitação da atenção primária. A ideia é fortalecer a rede de saúde desde a base, para que os problemas renais sejam identificados e tratados em seus estágios iniciais, evitando complicações mais graves.

Um dos pontos cruciais discutidos foi a criação da Regional Acre da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). A iniciativa visa congregar os profissionais da área no estado, promovendo a troca de conhecimentos e a atualização científica. A meta é aproximar o Acre dos avanços e das práticas mais modernas em nefrologia que já são referência em outras partes do país, garantindo um padrão de atendimento mais elevado para a população local.

A ampliação da diálise peritoneal é vista como um passo estratégico para descentralizar o tratamento renal. Ao possibilitar que pacientes em cidades do interior recebam o cuidado em casa, diminui-se a sobrecarga dos poucos centros de tratamento disponíveis e, mais importante, melhora-se significativamente a qualidade de vida dos pacientes, que podem permanecer mais perto de suas famílias e comunidades.