Desinformação alimenta ataques a equipes de combate ao Ebola

Ataques e agressões contra profissionais de saúde que combatem o ebola na R. Democrática do Congo crescem impulsionados por desinformação e boatos sobre o vírus.

Desinformação alimenta ataques a equipes de combate ao Ebola

Profissionais de saúde e voluntários que combatem o ebola na República Democrática do Congo têm sido alvos de ataques e agressões motivados por desinformação. Incidentes incluem tentativas de impedir enterros seguros, incêndio de centros de tratamento e agressões físicas a equipes da Cruz Vermelha. Rumores como a inexistência do vírus ou a intenção de equipes em coletar órgãos têm alimentado a resistência comunitária.

O surto atual já infectou mais de 1.750 pessoas e causou 600 mortes. As alegações falsas circulam online e localmente, levando a situações como a de Daniel Uyirwoth Welo, voluntário da Cruz Vermelha agredido ao tentar realizar um sepultamento seguro. A desinformação também impede que pacientes busquem ajuda médica a tempo.

Os ritos funerários, importantes culturalmente, entram em conflito com as práticas de enterro seguro necessárias para conter a propagação do vírus, que permanece infeccioso mesmo após a morte. A OMS monitora testes de novos tratamentos, mas a disseminação de boatos prejudica os esforços de controle.