Renan Santos recusa Fundo Eleitoral e aposta em vaquinha

Renan Santos, pré-candidato à Presidência, renuncia ao Fundo Eleitoral para financiar sua campanha com vaquinhas e doações, priorizando recursos públicos para candidatos estaduais do partido Missão.

Renan Santos recusa Fundo Eleitoral e aposta em vaquinha

A campanha de Renan Santos à Presidência da República, pelo partido Missão, anunciou uma estratégia financeira alternativa para 2026: a recusa integral do Fundo Eleitoral. Em vez de utilizar os R$ 3 milhões destinados pela legenda, a equipe priorizará doações de apoiadores e o modelo de financiamento coletivo por meio de "vaquinhas" online.

A decisão foi comunicada por Amanda Vettorazzo, coordenadora da campanha e vereadora de São Paulo. Segundo ela, os recursos públicos serão direcionados para fortalecer candidaturas do partido ao Legislativo e Executivo estaduais. O objetivo é garantir a eleição de um número suficiente de deputados federais para superar a cláusula de barreira e aumentar a relevância do Missão no cenário político nacional.

O Fundo Eleitoral, que em 2026 deve ultrapassar os R$ 5 bilhões, é destinado ao financiamento das campanhas eleitorais, conforme a distribuição definida pelas siglas. Diferentemente do Fundo Partidário, usado para despesas operacionais, o Fundo Eleitoral é a principal fonte de recursos para as campanhas de candidatos.

Amanda Vettorazzo destacou que a arrecadação via doações e vaquinhas já soma aproximadamente R$ 1 milhão, um valor considerado inferior ao de outros pré-candidatos. Ela também afastou a possibilidade de o partido se coligar com outras legendas para obter maior tempo de TV ou acesso a mais recursos do Fundo Eleitoral, ressaltando a busca por alinhamento com os ideais do partido.

O partido Missão, homologado recentemente pelo TSE, recebeu o valor mínimo do Fundo Eleitoral, cerca de R$ 3,3 milhões. A distribuição total do fundo é baseada no desempenho eleitoral de cada partido em pleitos anteriores, com legendas como PL e PT recebendo as maiores fatias.

Renan Santos planeja percorrer todas as regiões do Brasil até o final de julho, intensificando a campanha antes do início oficial, com o lema de que "campanha de verdade é assim, indo até os lugares mais distantes".

A campanha também comentou a investigação sobre fraudes envolvendo o Banco Master, vendo as revelações como um ponto positivo que desgasta adversários como Lula e Flávio Bolsonaro. A saída do senador Jaques Wagner do cargo de líder do governo no Senado, após desdobramentos da PF sobre conexões com sócios de Daniel Vorcaro, é vista pela equipe de Santos como uma validação da "integridade dos candidatos" do Missão e uma crítica tanto à "esquerda de Lula" quanto à "falsa direita do Flávio". A vereadora Amanda Vettorazzo relembrou a mobilização do MBL e de Renan Santos em manifestações anteriores contra ministros do STF e sobre o caso Banco Master.