PT e PL se unem contra aumento de teto de gastos eleitorais

PT e PL articulam juntos para pressionar o TSE a não aumentar o teto de gastos eleitorais, argumentando que o fundo eleitoral não foi reajustado pela inflação.

PT e PL se unem contra aumento de teto de gastos eleitorais

Em um movimento incomum, PT e PL, de espectros políticos opostos, uniram forças para pressionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a não aumentar o teto de gastos para as campanhas eleitorais deste ano. A articulação conjunta entre os presidentes das legendas, Edinho Silva (PT) e Valdemar Costa Neto (PL), visa demonstrar ao TSE a inviabilidade de um novo limite, uma vez que o valor destinado ao fundo eleitoral não foi corrigido pela inflação.

O Congresso destinou R$ 4,9 bilhões para o fundo eleitoral em 2026, o mesmo montante de 2022. Com as maiores bancadas, PL e PT são os maiores beneficiados, recebendo R$ 881 milhões e R$ 615 milhões, respectivamente. Os líderes partidários apresentaram a demanda diretamente ao ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, em reunião recente, que afirmou que o pedido estava sob análise.

A expectativa é que a corte eleitoral atenda ao pleito dos partidos, emitindo uma resolução que considere o não reajuste do fundo eleitoral frente à inflação como fator para manter o teto de gastos atual.