Petista desiste de vaga na Câmara e apoia rival de Braide no MA
Dirigente do PT no Maranhão, Washington Luiz Oliveira, desiste de candidatura a deputado federal e declara apoio a Orleans Brandão para o governo do estado. Decisão visa fortalecer reeleição de Lula e unificar campo progressista.

O cenário político do Maranhão ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (3) com o anúncio da desistência de Washington Luiz Oliveira, dirigente do Partido dos Trabalhadores (PT), de sua pré-candidatura a deputado federal. Em uma carta aberta à população, o petista formalizou também o apoio à candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao governo do estado.
A decisão, segundo Oliveira, foi motivada por alterações no panorama político local e por divergências estratégicas internas do PT. Ele citou que o anúncio de uma candidatura própria do partido ao governo estadual ocorreu sem o diálogo esperado com as correntes que buscavam uma frente política mais ampla, impactando as condições de seu projeto individual.
## Polarização Estadual e Foco Nacional
Oliveira avalia que a disputa pelo governo maranhense caminha para uma polarização entre Orleans Brandão e o atual prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD). Diante disso, ele defende que a prioridade do PT deve ser a articulação nacional em prol da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visando evitar o isolamento da legenda e unificar as forças de centro-esquerda e progressistas.
Além de concentrar esforços na campanha presidencial, o dirigente informou que atuará em favor das pré-candidaturas ao Senado Federal de Eliziane Gama e Weverton Rocha. No âmbito das eleições proporcionais, reiterou o compromisso com o fortalecimento das chapas do PT, indicando apoio a Cricielle para deputada estadual e sugerindo o nome de Francimar, ex-presidente do partido, como pré-candidato a deputado federal.
Na carta, Oliveira lamentou a forma como a candidatura própria do PT ao governo estadual foi anunciada, considerando-a um rompimento com a construção ampla que vinha sendo feita e que acabou por isolar o partido de sua base de diálogo. Ele ressaltou a importância de manter unidas as forças democráticas e progressistas contra o que chamou de "ameaça da extrema direita às conquistas democráticas, aos direitos sociais e às instituições".