Lula Acelera Gastos em Ano Eleitoral e Aumenta Risco Fiscal
Governo Lula intensifica gastos e propaganda em ano eleitoral, injetando bilhões em benefícios e programas, o que eleva a dívida pública e mantém juros altos.

Em meio à proximidade do período eleitoral, que restringe a atuação pública do presidente, Luiz Inácio Lula da Silva intensificou a liberação de recursos e a publicidade institucional, em uma estratégia que críticos apontam como de cunho eleitoreiro. Nas semanas que antecedem o início do silêncio imposto pela legislação, o governo tem promovido uma série de medidas que incluem isenções fiscais, linhas de crédito subsidiado e liberação de fundos, gerando um impacto financeiro significativo que ultrapassa os R$ 200 bilhões.
## Foco em Benefícios e Propaganda
A lista de ações recentes abrange desde o fim da "taxa das blusinhas" e crédito facilitado para categorias como caminhoneiros e motoristas de aplicativo, até a ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida para a classe média e alívio para dívidas de famílias e pequenas empresas. Mais recentemente, o governo anunciou benefícios para quem mantém pagamentos em dia, crédito estudantil com subsídios e a possibilidade de usar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) como garantia para empréstimos consignados.
## Aumento de Gastos com Propaganda e Dívida Pública
O custo total dessas iniciativas é expressivo, mas a palavra "custo" tem sido evitada nas campanhas de publicidade do governo. Nos seis meses anteriores ao período de restrições eleitorais, o governo investiu R$ 520 milhões em propaganda, o dobro do montante aplicado no mesmo período durante a gestão de Jair Bolsonaro. Especialistas alertam que menos de 5% desses gastos estão sujeitos às regras fiscais atuais, o que inevitavelmente contribuirá para o aumento da dívida pública.
## Prestidigitação Contábil e Juros Elevados
Para disfarçar o impacto real dessas "bondades" eleitoreiras, a equipe econômica tem recorrido a manobras contábeis. No programa Desenrola, voltado para trabalhadores informais com dívidas em dia, e no crédito para egressos do Fies, a garantia é o Fundo Garantidor de Operações (FGO), que recebeu recursos provenientes de dinheiro "esquecido" por correntistas. Esses fundos, que legalmente deveriam ir para o Tesouro e ser submetidos ao teto de gastos, são direcionados para o FGO, permitindo a liberação de mais benefícios.
## Ciclo Vicioso de Juros e Inflação
A liberação de crédito subsidiado em um cenário de taxas de juros elevadas é vista como um contrassenso. O Banco Central mantém o crédito caro para conter o risco de inflação, exacerbado pela própria política de distribuição de dinheiro pelo governo em busca de votos. Além disso, a incerteza fiscal eleva os custos de captação do governo no mercado, forçando o pagamento de juros mais altos aos credores. A política de "bondades" implementada por Lula, segundo analistas, incentiva novas inadimplências e agrava a crise fiscal que tenta solucionar, comparada a "apagar incêndio com álcool".