Ex-secretário de Saúde critica CPI com viés político em MT
Ex-secretário de Saúde de MT, Gilberto Figueiredo, acusa deputados de motivação política ao criar CPI para investigar contratos da pandemia, ignorando abandono de hospital por décadas.

O ex-secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo (Republicanos), manifestou forte crítica à instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A CPI tem como objetivo apurar contratos firmados durante o período da pandemia de Covid-19.
Figueiredo questionou a seletividade dos deputados, contrastando o interesse em investigar a gestão da pandemia com o abandono prolongado do Hospital Central. "Eu gostaria que essas mesmas pessoas demonstrassem o mesmo interesse em investigar por que o Hospital Central permaneceu abandonado durante 34 anos. Ninguém quis abrir CPI para apurar isso", declarou o ex-secretário.
A declaração sugere que a criação da CPI pode ter motivações eleitorais ou políticas, em vez de um genuíno interesse em fiscalizar a aplicação de recursos públicos. "Agora, existe tempo e disposição para investigar um episódio que aconteceu no mundo inteiro. Isso demonstra, sim, uma motivação política", pontuou Figueiredo, ressaltando que a pandemia foi um evento global.
A CPI da Saúde na Assembleia Legislativa de Mato Grosso visa investigar os contratos celebrados durante a emergência sanitária, buscando transparência e responsabilidade na aplicação dos recursos públicos. No entanto, a fala do ex-secretário levanta um debate sobre prioridades e possíveis agendas políticas por trás das investigações parlamentares.
O cenário político em Mato Grosso tem sido marcado por intensas articulações e debates, com diversas forças políticas buscando se posicionar para as próximas eleições. A criação de CPIs é uma ferramenta comum no Legislativo para fiscalizar o Executivo, mas também pode ser utilizada como estratégia política para desgastar adversários ou angariar apoio popular.