Chefe do Fed enfrenta semana crucial com decisão da Suprema Corte
Chefe do Fed, Kevin Warsh, encara semana decisiva com julgamento da Suprema Corte sobre demissão de diretora e busca proteger independência da instituição.

O novo líder do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, terá uma semana decisiva que testará a independência da instituição. A Suprema Corte dos Estados Unidos deve julgar a legalidade da tentativa do presidente Donald Trump de demitir a diretora do Fed, Lisa Cook. Trump alegou declarações incorretas da diretora, mas a ação é vista como uma tentativa de interferência política para nomear indicados alinhados às suas expectativas de cortes nas taxas de juros.
Tribunais inferiores já haviam permitido que Cook permanecesse no cargo durante o processo, concordando que ela provavelmente venceria a disputa. A decisão da Suprema Corte poderá definir se diretores do Fed, que só podem ser demitidos por "justa causa" (conceito ainda não definido judicialmente), estão protegidos contra remoções arbitrárias. Uma vitória para Cook reforçaria a autonomia do Fed e limitaria a influência presidencial sobre as políticas monetárias.
Paralelamente, Warsh participa de uma conferência econômica em Portugal. A recente alta da inflação nos EUA, mais que o dobro da meta do Fed, aumenta a pressão por elevação dos juros, contrariando os desejos de Trump. Warsh tem sinalizado que evitará "orientações futuras" sobre as taxas, buscando manter a autonomia decisória do banco central.