Brasil adota pragmatismo com nova onda de direita na América Latina

Brasil adota diplomacia pragmática com novas lideranças de direita na América Latina, focando em comércio e energia apesar de divergências ideológicas.

Brasil adota pragmatismo com nova onda de direita na América Latina

O governo brasileiro planeja priorizar relações pragmáticas com as novas lideranças de direita que ascendem na América Latina. A estratégia visa manter parcerias e o comércio bilateral, mesmo diante de divergências ideológicas com presidentes como os da Colômbia e do Peru. A mudança no cenário político regional pode impactar negativamente a articulação em blocos como Mercosul e Celac.

Setores do governo indicam que a integração regional pode se tornar um desafio caso o presidente Lula seja reeleito. No entanto, interesses em setores como energia e gás, além do comércio transatlântico, devem ser preservados. O Chile, através de José Antonio Kast, já manifestou interesse em manter o diálogo bilateral, com pedido de reunião agendado para a cúpula do Mercosul.

A esquerda perdeu espaço significativo no continente, com a direita governando países como Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Chile e Argentina. Esse cenário contrasta com 2022, quando a esquerda dominava a região, e o Brasil parecia liderar uma nova "onda rosa".