Zelensky desmente Rússia sobre tomada de cidade estratégica

Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky nega que tropas russas tenham tomado a cidade estratégica de Konstantinovka, classificando o anúncio de Moscou como 'mentira'.

Zelensky desmente Rússia sobre tomada de cidade estratégica

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, refutou categoricamente o anúncio feito pelo Ministério da Defesa da Rússia sobre a suposta tomada da cidade de Konstantinovka, localizada na região de Donetsk, no leste do país. Em declarações divulgadas neste sábado (4 de julho de 2026), Zelensky classificou a informação russa como "apenas mais uma mentira russa, uma tentativa de gerar algum tipo de notícia".

A Rússia havia informado na sexta-feira (3 de julho) que suas tropas haviam assumido o controle de Konstantinovka, um local considerado de alta relevância estratégica e um dos principais alvos de Moscou na atual ofensiva militar na província de Donetsk. A cidade tem sido palco de intensos confrontos nas últimas semanas, com ambos os lados buscando impor sua superioridade na região.

A negação de Zelensky surge em um contexto de escalada de tensões e conflitos na Ucrânia. O presidente ucraniano tem sido um porta-voz ativo sobre os desdobramentos da guerra, utilizando plataformas de comunicação para rebater narrativas que considera falsas ou propagandísticas por parte da Rússia. A declaração no X (antigo Twitter) demonstra a persistente disputa de informações entre os governos de Kiev e Moscou.

Konstantinovka, situada em uma área de importância logística e militar, representa um ponto nevrálgico para os avanços russos na região de Donetsk, uma das quatro províncias parcialmente ocupadas que a Rússia reivindicou em 2022. O controle de tais localidades é visto como crucial para a consolidação territorial e o avanço das operações militares russas.

Paralelamente aos combates terrestres, a Ucrânia tem relatado ataques contínuos com drones contra alvos em território russo. Essa dinâmica de confrontos aéreos e terrestres sublinha a complexidade e a severidade do conflito em curso, que já se estende por anos, com impactos humanitários e geopolíticos significativos.