Trump ofereceu ajuda a Putin para acordo na Ucrânia, diz Kremlin

Ex-presidente dos EUA, Donald Trump, ofereceu ajuda a Vladimir Putin para encerrar a guerra na Ucrânia, segundo assessor do Kremlin. Rússia acusa Kiev de buscar escalada do conflito.

Trump ofereceu ajuda a Putin para acordo na Ucrânia, diz Kremlin

Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, teria oferecido assistência a Vladimir Putin, presidente da Rússia, para encontrar uma saída para o conflito com a Ucrânia. A revelação partiu de Yuri Ushakov, assessor do Kremlin, em declarações divulgadas neste domingo. Segundo Ushakov, a oferta ocorreu durante uma conversa telefônica de aproximadamente 90 minutos entre os dois líderes, no contexto da participação de Trump na próxima cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Turquia.

## Trump disposto a trabalhar pelo fim da guerra

Ushakov detalhou que Trump reafirmou sua disposição em colaborar para um desfecho rápido dos combates e para a superação da crise. Ele afirmou que a Rússia, por sua vez, busca uma "resolução político-diplomática do conflito". O assessor russo também dirigiu críticas a Kiev e seus aliados europeus, acusando-os de "contarem com a extensão e até mesmo a escalada do conflito, e com o terrorismo contra civis". Essa declaração parece ser uma referência aos ataques ucranianos de longo alcance contra alvos russos, especialmente na indústria petrolífera.

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De acordo com Ushakov, Trump teria mencionado que seus enviados, Steve Witkoff e Jared Kushner, continuariam os esforços de mediação e estariam prontos para uma nova visita a Moscou. Putin, por sua vez, teria apresentado a Ushakov um panorama da "situação real no campo de batalha", descrevendo avanços "confiantes" das forças russas, que estariam "libertando uma localidade após a outra".

No entanto, a narrativa russa sobre o controle de territórios foi contestada pela Ucrânia. Comandantes russos haviam informado a Putin, na sexta-feira, a captura da cidade de Kostiantynivka, considerada estrategicamente importante no leste ucraniano. No sábado, o presidente Volodymyr Zelensky e o Estado-Maior da Ucrânia negaram essa alegação, assegurando que as forças de Kiev ainda mantinham o controle da cidade.