Lideres da Petrobras e Firjan criticados por negarem crise climática
Presidentes da Petrobras e Firjan são criticados por minimizarem a crise climática e defenderem o petróleo, ignorando leis naturais.

Declarações recentes de Magda Chambriard, presidente da Petrobras, e Luiz Cesio Caetano, presidente da Firjan, sobre a produção de petróleo e a transição energética foram duramente criticadas. O jornalista Reinaldo José Lopes comparou as falas a uma "miopia atroz", argumentando que a política e a economia não podem se sobrepor às leis fundamentais da natureza. Chambriard defendeu a produção de petróleo, questionando a viabilidade de um "Plano Clima" sem a manutenção da sociedade e alegando "não ter vergonha de produzir petróleo". Já Caetano afirmou que "o Rio de Janeiro é petróleo", exaltando sua importância para o estado.
Lopes fez um paralelo com a ficção científica da autora Ursula K. Le Guin, onde personagens debatem se "leis" criadas por humanos para proteger riquezas têm o mesmo peso que leis naturais como a entropia e a gravidade. O jornalista expressou ceticismo quanto a uma possível retratação dos líderes, observando que a dependência humana da fotossíntese e a inviabilidade de "comer dinheiro" são realidades inegáveis. A postura de ambos foi vista como um fator que torna mais provável um futuro com escassez de água e dificuldades na produção de alimentos, ignorando as consequências para as gerações futuras.