Catadoras de Mangaba Resistem à Pressão Imobiliária em Aracaju
Catadoras de mangaba em Aracaju resistem à especulação imobiliária e lutam pela preservação de seu território tradicional, ameaçado pela expansão urbana. Comunidade busca gestão participativa de reserva extrativista.

Em Aracaju, catadoras de mangaba enfrentam forte pressão imobiliária na zona sul da cidade. As comunidades extrativistas, muitas delas lideradas por mulheres, dependem da coleta do fruto para seu sustento e buscam proteger um território vital para a biodiversidade e sua autonomia econômica. A Associação das Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper tem recebido reconhecimento e investimento para fortalecer o beneficiamento da fruta e o turismo comunitário.
Duas áreas protegidas contíguas formam o território tradicional, onde o extrativismo da mangaba ocorre há mais de oito décadas. As famílias, em sua maioria negras, participam ativamente da elaboração de um plano de manejo popular para a Reserva Extrativista (Resex) Mangabeiras, buscando garantir a gestão participativa e evitar imposições externas que descaracterizem a unidade de conservação.
A luta pela preservação do território se intensificou com o avanço da expansão urbana a partir dos anos 2010. A comunidade alega que a reserva foi demarcada como condicionante ambiental para um conjunto habitacional, gerando conflitos sobre o uso e a finalidade da área protegida.