Verônica Sterman: Escolhida por Lula para o STM é alvo de denúncias

Ministra Verônica Sterman, indicada por Lula para o STM, é acusada de receber R$ 700 mil de empresa ligada a esquema de lavagem de dinheiro. A nomeação levanta debate sobre critérios políticos em tribunais.

Verônica Sterman: Escolhida por Lula para o STM é alvo de denúncias

A nomeação de Verônica Sterman para o Superior Tribunal Militar (STM), prevista para setembro de 2025, tem gerado controvérsia. Segunda mulher a ocupar um cargo na corte em 217 anos, Sterman é alvo de graves acusações que levantam questionamentos sobre o critério de escolha para tribunais.

O escritório da ministra teria recebido R$ 700 mil da ACX ITC Serviços de Tecnologia. Esta empresa é apontada como integrante de uma rede de lavagem de dinheiro associada a um esquema conhecido como “Careca do INSS”, que teria desviado bilhões de reais de aposentados.

As investigações apontam que o suposto proprietário da ACX confessou à Polícia Civil de São Paulo ser um “laranja”, tendo vendido seus dados por R$ 5 mil para a constituição da empresa. Os pagamentos ao escritório de Verônica Sterman ocorreram entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025, período anterior à sua indicação por parte do presidente Lula para o STM em março deste ano.

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A escolha de Sterman, que além de representar um avanço simbólico de gênero, parece ter priorizado lealdades partidárias em detrimento de uma análise aprofundada de mérito e antecedentes. Durante sua posse, a ministra fez questão de agradecer a ex-clientes notórios, como Gleisi Hoffmann e seu ex-marido, Paulo Bernardo, figuras centrais em investigações de corrupção, como as da Lava Jato.

A situação reacende o debate sobre a influência política em nomeações para órgãos judiciais e militares no Brasil, levantando preocupações sobre a independência e a imparcialidade das instituições.