STF retoma julgamento que pode definir eleição para governador do RJ

STF retoma julgamento em 26 de agosto que definirá se haverá eleição direta ou indireta para governador do Rio de Janeiro.

STF retoma julgamento que pode definir eleição para governador do RJ

O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para o dia 26 de agosto a continuação do julgamento que determinará os rumos da eleição para o governo do Rio de Janeiro. A sessão estava suspensa desde que o ministro Flávio Dino pediu vista dos autos, mas ele devolveu o processo na última terça-feira (30), liberando o tema para deliberação em plenário.

O caso gira em torno da vacância do cargo de governador, ocorrida após uma série de renúncias e cassações. Em março deste ano, o então governador Cláudio Castro (PL) renunciou à sua posição um dia antes de ser julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Anteriormente, o vice-governador Thiago Pampolha também havia deixado o cargo para assumir uma posição no Tribunal de Contas do estado. Na linha sucessória, o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), que era presidente da Assembleia Legislativa, também foi cassado pelo TSE, o que levou Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, a assumir o governo interinamente.

## Disputa por eleição direta ou indireta

Diante desse cenário, o PSD, partido do prefeito da capital, Eduardo Paes, apresentou um pedido ao STF solicitando a realização de uma eleição direta para a escolha do novo governador. A expectativa é que o julgamento no STF defina qual modalidade de eleição prevalecerá, impactando diretamente a política fluminense.

Durante as discussões iniciais no STF, houve diferentes posicionamentos entre os ministros. Votaram a favor da realização de uma eleição indireta os ministros Luiz Fux, Kassio Nunes Marques, André Mendonça e Cármen Lúcia. Em contrapartida, o ministro Cristiano Zanin se manifestou pela necessidade de uma eleição direta.

Adicionalmente, em caso de prevalecer a eleição indireta, surgiram divergências sobre o método de votação. Os ministros André Mendonça, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Kassio Nunes Marques defenderam que o voto fosse secreto. Já o ministro Cristiano Zanin argumentou pela transparência, defendendo o voto aberto. A decisão final do STF trará clareza sobre o futuro político do estado, definindo se os cidadãos cariocas terão a oportunidade de escolher diretamente seu próximo governador.