Mulheres conservadoras ameaçam processar bolsonaristas nos EUA

Mulheres conservadoras brasileiras planejam processar bolsonaristas nos EUA por ataques online. Michelle Bolsonaro e Damares Alves estariam entre as vítimas de calúnia e difamação.

Mulheres conservadoras ameaçam processar bolsonaristas nos EUA

Um grupo de mulheres conservadoras com atuação política estuda a possibilidade de acionar a Justiça dos Estados Unidos contra bolsonaristas que residem no país norte-americano. A medida visa combater uma onda de ataques e campanhas de difamação intensificadas nas redes sociais, conforme informações de fontes da comentarista política Ana Flor. Segundo o relato, as ofensas teriam sido orquestradas por membros do chamado "gabinete do ódio", que teriam reunido publicações consideradas criminosas, como calúnia, difamação e injúria, contra as vítimas.

As mulheres afirmam ter sido alvo de xingamentos e acusações graves, incluindo adultério, por parte de indivíduos que vivem nos EUA. Ana Flor destacou que, embora os agressores se sintam protegidos pela legislação brasileira, as leis americanas também preveem punição para tais atos. "O que eu ouvi é que aqui eles se sentem blindados pela legislação brasileira, lá também é crime, é injúria", explicou a comentarista, ressaltando que a legislação dos EUA não seria tolerante.

O racha interno na direita ganhou novos contornos, com reações que vão além do grupo de mulheres conservadoras. O deputado federal Marco Feliciano manifestou preocupação com o descontentamento de eleitores evangélicos em relação aos conflitos internos, utilizando uma metáfora para alertar o senador Flávio Bolsonaro sobre a insatisfação do eleitorado. "Você acredita mesmo que os evangélicos conspiram contam ti? Coloque os galos de rinha dentro da caixa antes que não tenhamos mais o que fazer. Ou querem nos mandar embora também?", publicou Feliciano nas redes sociais.

Um advogado nos Estados Unidos já teria sido consultado para analisar o caso. Entre os nomes citados como prováveis alvos de ação judicial está o do influenciador Allan dos Santos, foragido da Justiça brasileira, e Paulo Figueiredo, filho do ex-general João Figueiredo, que teria ofendido a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e feito declarações generalistas sobre a capacidade de voto das mulheres.

A polêmica escalou a ponto de Michelle Bolsonaro divulgar dois vídeos criticando Flávio Bolsonaro, alegando ser alvo de um grupo que atua no exterior e que possui fotos com o parlamentar. Em consequência, Michelle renunciou à presidência do PL Mulher, esvaziando um evento voltado para mulheres da direita. A senadora Damares Alves e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, também estariam entre as principais vítimas dos ataques. Damares confirmou ter sido ofendida com acusações de adultério e relacionamento com um pastor. O grupo de mulheres conservadoras também considera incluir ataques contra mulheres de esquerda atribuídos aos mesmos perfis.

O senador Flávio Bolsonaro, amigo próximo de Michelle e Damares, tentou se distanciar do problema, mas a comentarista Ana Flor afirmou que os envolvidos nos ataques "claro que estão" ligados à sua campanha. A situação gerou um desgaste considerável, levando a uma nota de repúdio do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, diante da escalada do conflito.