Ministros do STF divergem sobre pagamento de penduricalhos retroativos

Ministros do STF Fux, Mendonça e Toffoli divergem sobre pagamento de penduricalhos retroativos, defendendo maior flexibilização para valores prometidos antes de decisão que os limitou.

Ministros do STF divergem sobre pagamento de penduricalhos retroativos

Três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – Luiz Fux, André Mendonça e Dias Toffoli – apresentaram uma nova linha de argumentação para flexibilizar o pagamento de "penduricalhos" retroativos. A posição diverge dos relatores da matéria, que defendem limites mais rígidos.

A controvérsia gira em torno de valores prometidos antes de um julgamento do STF em março de 2026, que estabeleceu um teto de 70% sobre o subsídio para tais benefícios, divididos em 35% para indenizações e 35% para gratificações por tempo de serviço. Os ministros divergentes avaliam que esses valores, se prometidos anteriormente, deveriam ser pagos sem o limite de 35% do teto constitucional.

O plenário virtual do STF começou a analisar recursos contra a decisão que limitou esses pagamentos. A divergência proposta busca permitir o pagamento integral de indenizações prometidas antes do julgamento, com apoio de Toffoli em voto escrito. A discussão também aborda a autorização de tipos de penduricalhos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O julgamento dos recursos está em andamento até 30 de junho.