Justiça da Bahia abre processo contra juiz por intolerância religiosa
TJ da Bahia abre processo contra juiz por suspeita de intolerância religiosa após retirada de foto de sacerdotisa do Candomblé de exposição.

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) iniciou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra um juiz que ordenou a remoção de uma fotografia de uma sacerdotisa do Candomblé de uma exposição no Fórum Clemente Mariani, em Camaçari. A obra retratava Solange Borges, que atua como Makota na religião de matriz africana, vestida com trajes religiosos.
O juiz Cesar Augusto Borges de Andrade, da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Camaçari, justificou a retirada alegando incompatibilidade com a laicidade do Estado. Curiosamente, uma outra imagem na mesma exposição, mostrando uma mulher com uma imagem católica, foi mantida. A decisão gerou suspeitas de tratamento desigual.
O PAD investigará formalmente se houve racismo religioso institucional, quebra de imparcialidade, desrespeito à igualdade e conduta incompatível com a magistratura. O juiz será notificado para apresentar sua defesa em até 15 dias.