Japonês da Federal é demitido da Prefeitura de Cuiabá após 3 meses

Newton Hidenori Ishii, o "Japonês da Federal", é exonerado do cargo de secretário-adjunto da Prefeitura de Cuiabá após três meses. Ele retorna ao Paraná para ficar perto da família.

Japonês da Federal é demitido da Prefeitura de Cuiabá após 3 meses

Newton Hidenori Ishii, a figura pública conhecida como "Japonês da Federal", teve sua exoneração do cargo de secretário-adjunto da Prefeitura de Cuiabá publicada nesta quarta-feira (1º). A decisão encerra um ciclo de três meses de sua atuação em uma função comissionada na Secretaria Municipal de Governo da capital mato-grossense.

A Prefeitura de Cuiabá, em comunicado oficial, informou que a saída de Ishii se deve ao seu desejo de retornar ao estado do Paraná, onde tem residência, para ficar mais próximo de seus familiares. Até o momento, não há informações sobre quem o sucederá na posição estratégica.

## Histórico de Nomeações e Controvérsias

A nomeação de Ishii para o cargo em Cuiabá, oficializada em 2 de março, reacendeu o debate sobre a elegibilidade de indivíduos com histórico criminal para cargos públicos. Há cerca de uma década, "Japonês da Federal" foi preso por envolvimento em esquemas de contrabando na fronteira paranaense. Sua notoriedade aumentou significativamente durante a Operação Lava Jato, onde atuou como agente federal responsável por escoltar figuras proeminentes envolvidas em escândalos de corrupção, como políticos, empresários e doleiros.

Na ocasião de sua posse em Cuiabá, o prefeito Abilio Brunini (PL) assegurou que Ishii apresentou uma certidão negativa de antecedentes criminais, buscando mitigar as preocupações levantadas por sua nomeação. Este episódio adicionou mais um capítulo à complexa trajetória de Newton Ishii, que já enfrentou acusações de contrabando e teve seu nome associado a investigações de grande repercussão nacional.

## Breve Passagem e Retorno ao Paraná

A passagem de Ishii pela prefeitura foi marcada por um breve afastamento temporário em abril deste ano. Ele foi exonerado por oito dias para casar-se, uma formalidade necessária, visto que cargos comissionados não preveem o direito a férias. Após a cerimônia, ele foi renomeado para a mesma função.

A decisão de agora, no entanto, parece ser definitiva, com o "Japonês da Federal" encerrando suas atividades em Mato Grosso e se dirigindo de volta ao Paraná. A movimentação ressalta a importância da proximidade familiar e as decisões pessoais que moldam a carreira de figuras públicas.