Empresário de Maradona expõe más condições de ídolo antes da morte

Ex-empresário de Maradona, Matías Morla, depõe em julgamento e expõe más condições de saúde e residência do craque antes de sua morte. Alega falta de equipamentos e ambulância.

Empresário de Maradona expõe más condições de ídolo antes da morte

O ex-empresário de Diego Maradona, Matías Morla, apresentou um depoimento contundente durante o julgamento sobre a morte do ídolo argentino. Nesta quinta-feira, Morla afirmou que o craque do futebol jamais teria concordado em permanecer na residência onde cumpriu o confinamento domiciliar que precedeu seu falecimento em novembro de 2020.

Morla, uma das pessoas mais próximas de Maradona, declarou que, se estivesse em plenas condições de saúde, o ex-jogador da seleção argentina "não passaria nem 30 segundos" na casa em Tigre, na província de Buenos Aires, onde se recuperava de uma neurocirurgia. Foi nesse local que Maradona veio a falecer, vítima de edema pulmonar e parada cardiorrespiratória.

## Condições precárias e falta de recursos

O processo em San Isidro investiga a legalidade e as condições do confinamento domiciliar e a responsabilidade da equipe médica que acompanhava o astro. Em linha com outros depoimentos, Morla ressaltou que o quarto de Maradona era "montado de forma muito precária" e que a residência carecia de equipamentos essenciais, como "aparelhos, nem ambulância" para atender a qualquer emergência.

Morla, que administrava os negócios de Maradona e contratava funcionários para o atleta em vida, garantiu que não interveio nas decisões sobre o confinamento domiciliar. Ele afirmou confiar na empresa médica privada Swiss Medical, destacando que "não sou médico".

## Relação com o médico e disputas judiciais

O advogado foi uma das poucas testemunhas a defender o neurocirurgião Leopoldo Luque, médico de confiança de Maradona e principal réu no caso. "Diego amava Luque, tinha uma confiança tremenda nele", relatou Morla.

A presença de Morla no julgamento também gerou expectativa devido ao processo judicial que o opõe aos filhos de Maradona, referente à exploração da marca "Diego Maradona". Neste caso paralelo, Morla, duas irmãs do jogador e outras três pessoas serão julgadas por "administração fraudulenta".

## Outras testemunhas e acusações

Anteriormente, Jonathan Espósito, sobrinho e assistente de Maradona, relatou ter sido um dos primeiros a encontrar o ex-jogador morto em sua cama, descrevendo-o como "inchado, com a língua para fora e o corpo frio".

Luque e outros seis profissionais de saúde enfrentam acusações de homicídio com possível dolo, indicando que teriam consciência de que suas ações ou omissões poderiam levar à morte do paciente. Todos os acusados ​​alegam inocência. As penas podem chegar a 25 anos de prisão. Uma oitava ré, uma enfermeira, será julgada em um processo separado.