Empresário acusa STF de negar acesso a processo por vazamento de dados
Empresário Marcelo Conde, acusado de vazar dados de Viviane Barci, aciona STF por falta de acesso aos autos de processo que tramita no gabinete de Alexandre de Moraes.

A defesa de Marcelo Conde, empresário do ramo imobiliário e filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Luiz Paulo Conde, protocolou uma reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (1º) alegando falta de acesso aos autos do processo que o investiga.
Conde é acusado de ser o mandante do vazamento de dados da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes. O empresário também figura no chamado “inquérito das fake news”.
Segundo a defesa, mesmo após 90 dias da ação de busca e apreensão e da ordem de prisão, não foi possível consultar o conteúdo da investigação que tramita no gabinete do ministro Alexandre de Moraes. A reclamação foi apresentada ao STF após a impossibilidade concreta de acesso aos documentos.
As investigações da Polícia Federal (PF) apontam que Marcelo Conde teria pago R$ 4,5 mil para obter indevidamente as declarações de Imposto de Renda de Viviane Barci. Atualmente, o empresário reside na Espanha e nega as acusações.
O advogado de Conde, Antonio Pitombo, ressaltou que seu cliente se apresentou às autoridades espanholas e está em situação regular no país, mas que a defesa ainda assim não obteve acesso aos autos. Ele classificou como "inusitado" o fato de a Suprema Corte poder estabelecer uma violação ao direito de defesa, negando acesso a documentos de procedimentos criminais.
De acordo com informações divulgadas, um oficial de justiça do STF teria entregue uma decisão de Alexandre de Moraes em 8 de abril, concedendo acesso aos autos, no dia 13 de maio, a outro advogado de Conde, Nélio Machado. Contudo, a defesa afirma que o acesso aos documentos permanece negado.