México quebra tabu de 38 anos e explode em festa na capital
México encerra tabu de 38 anos sem vitórias em mata-matas de Copa do Mundo após vencer Equador. Festa toma as ruas da Cidade do México.

A Cidade do México foi palco de uma explosão de alegria e alívio nesta terça-feira (30) após a seleção mexicana de futebol, conhecida como Tricolor, derrotar o Equador por 2 a 0 em uma partida eliminatória da Copa do Mundo de 2026. A vitória não é apenas um avanço no torneio, mas também marca o fim de um incômodo tabu que pairava sobre a equipe há 38 anos.
## Fim de uma longa 'maldição'
Desde 1986, o México não conseguia vencer um jogo de mata-mata em Copas do Mundo. A última vez que a seleção havia triunfado nessa fase foi justamente quando também sediou o torneio, em uma partida contra a Bulgária, onde a equipe vestia branco. Nas edições seguintes, a Tricolor acumulou uma série de derrotas jogando predominantemente de verde, a mesma cor utilizada na partida contra o Equador.
A superstição em torno da cor e do jejum de vitórias era palpável entre os torcedores. No caminho para o Estádio Azteca, ambulantes e fãs discutiam os sinais que indicariam um desfecho diferente desta vez. A formação de uma tempestade sobre o local, com ventos fortes e raios, foi interpretada por alguns como um presságio positivo, apesar de ter causado o atraso do início do jogo.
## A partida e a celebração
Em campo, o México mostrou superioridade desde o início. A equipe pressionou o Equador, com jogadas criativas e objetividade. O primeiro gol saiu aos 21 minutos, com Quiñones recebendo um lançamento de Alvarado e finalizando com precisão. Aos 30 minutos, Raúl Jiménez ampliou o placar após roubar a bola e receber um passe de volta de Quiñones, marcando um belo gol.
O segundo tempo viu o Equador tentar uma reação, com mudanças táticas promovidas pelo técnico Sebastián Beccacece. No entanto, a falta de precisão equatoriana, um problema recorrente no torneio, impediu o time de reverter o placar. A partida terminou com a expulsão do lateral equatoriano Hincapié nos minutos finais.
Com o apito final, as ruas da capital mexicana se transformaram em um mar de gente celebrando a quebra do tabu. Vuvuzelas soaram e torcedores em carros e motos tomaram as vias do centro histórico, cantando "Cielito Lindo". A multidão era tanta que o governo do distrito precisou interditar ruas para acomodar a festa, que demonstrava a esperança de um desempenho histórico na Copa.