Endrick vira fenômeno de marketing e liga alerta na CBF
Endrick vira fenômeno de marketing fora de campo, gerando campanhas e preocupação com uso indevido de imagem. Sua influência se expande globalmente.

Apesar de ter jogado apenas 34 minutos na competição, Endrick se tornou um dos nomes mais comentados do Brasil. A espera por uma chance como titular transformou-se em mobilização popular, extrapolando o futebol e inspirando campanhas de marketing. Marcas de diversos setores aproveitaram o engajamento gerado pelo jogador, como o aplicativo 99, que ofereceu cupons para clientes com o nome "Endrik", e a Nissan, com uma placa de carro alusiva. A C&A lançou uma camisa inspirada em uma imagem viralizada do atleta.
O interesse do público pelo jogador surpreendeu seu estafe. "Vimos isso como algo inédito e muito positivo porque confirma que ele desperta um interesse do público que transcende o campo", afirmou Thiago Freitas, executivo da Roc Nation. No entanto, a repercussão também gerou preocupação com marketing de emboscada. O estafe e a CBF passaram a monitorar o uso indevido da imagem e do nome de Endrick, especialmente por patrocinadores e empresas sem vínculo comercial.
A influência do jovem também se manifestou em ações como a recriação do personagem Zé da Galera pela TV Globo e a criação de um boneco gigante inspirado nele no Recife. Sua imagem já é consolidada globalmente, com um painel publicitário em Nova York e contratos com grandes marcas, demonstrando seu valor como uma das principais marcas esportivas da nova geração, mesmo antes de assumir o protagonismo em campo.