Barcelona tenta impedir Raphinha de jogar na Copa do Mundo
Barcelona pressiona Raphinha a não jogar na Copa do Mundo de 2026 devido a lesão, mas regras da Fifa obrigam clubes a liberar atletas convocados.

O futuro de Raphinha na Copa do Mundo de 2026 está em xeque, mas não por uma decisão direta do jogador ou da comissão técnica. Segundo o jornal espanhol As, o Barcelona, clube onde o atacante atua, estaria pressionando para que o atleta não retorne aos gramados durante o torneio, alegando sua recente lesão.
Raphinha sofreu uma contusão no músculo posterior da coxa direita durante partida da seleção brasileira contra o Haiti, em 19 de junho. Desde então, o jogador tem se dedicado a um tratamento intensivo para acelerar sua recuperação e, segundo o noticiado, estaria se esforçando ao máximo para voltar a tempo de disputar a Copa. O Barcelona, contudo, estaria exigindo que ele não participe mais do torneio, visando sua plena recuperação para a equipe catalã.
## Regras da Fifa impedem veto do clube
Apesar da pressão do clube, o Barcelona não possui o poder legal de impedir Raphinha de jogar. O Regulamento sobre o Estatuto e Transferência de Jogadores da Fifa, em seu Anexo 1, Artigo 1º, estabelece claramente que os clubes são obrigados a ceder os atletas convocados para suas seleções nacionais. Essa obrigação se mantém mesmo em casos de lesão, e os riscos inerentes a elas não anulam o dever de liberação do jogador.
## Estado físico e próximos jogos
Atualmente, Raphinha está fora do confronto contra a Noruega, marcado para o próximo domingo, 5 de julho. A expectativa, de acordo com o jornal As, é que o jogador só tenha condições de jogo para uma eventual semifinal da Copa do Mundo. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou a lesão e o tratamento intensivo que o atleta está realizando.
## A natureza privada da Copa do Mundo
É importante ressaltar que a Copa do Mundo é um evento esportivo de caráter privado, organizado pela Fifa com fins lucrativos. As seleções que participam da competição são formadas por meio de eliminatórias, e a escolha dos elencos e comissões técnicas é feita por entidades privadas, como a CBF no caso do Brasil. O governo brasileiro não tem ingerência direta na convocação de jogadores, sendo a seleção uma equipe formada por uma organização privada e não uma representação direta do país.