Michelin desmente boatos de saída do Brasil após fechar fábrica

Michelin desmente boatos sobre saída do Brasil após fechar fábrica em Guarulhos. Empresa mantém operações em outros estados e explica motivos da decisão.

Michelin desmente boatos de saída do Brasil após fechar fábrica

Boatos que circulam em redes sociais sobre a Michelin encerrar suas atividades no Brasil e demitir centenas de trabalhadores após o fechamento de sua fábrica em Guarulhos, na Grande São Paulo, foram desmentidos pela própria empresa. A companhia esclareceu que, apesar da desativação gradual da unidade de Guarulhos até o final de 2025, suas operações no país continuam em outros estados.

Publicações recentes em plataformas como Instagram, Facebook e X apresentavam montagens com a fachada de uma fábrica e o mascote da Michelin, acompanhadas de textos alarmistas. As mensagens afirmavam que a empresa fechava uma unidade com mais de 70 anos e demitia trabalhadores em massa, associando a decisão a "desgoverno". No entanto, a assessoria de imprensa da Michelin confirmou que a informação não procede.

## Manutenção das Operações Nacionais

A Michelin reiterou seu compromisso com o mercado brasileiro. A empresa possui um ciclo completo de produção no país e segue com suas atividades nas unidades localizadas no Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. O fechamento da fábrica de Guarulhos, que produzia principalmente câmaras de ar para pneus de motos e bicicletas, pneus industriais e produtos semiacabados, foi comunicado em junho do ano passado e está sendo realizado de forma gradual.

## Contexto Econômico e Concorrência

A decisão de encerrar as atividades em Guarulhos foi atribuída a uma supercapacidade de produção, intensificada pela entrada expressiva de produtos importados da Ásia. Segundo a Michelin, esses produtos frequentemente chegam ao mercado com preços abaixo do custo de produção local, o que impacta severamente o segmento de câmaras de ar para motos e bicicletas. A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip) já havia manifestado preocupação com a concorrência desleal de pneus importados, que vêm ganhando participação de mercado significativa no Brasil.