Ibovespa sobe 0,74% e fecha acima de 174 mil pontos

Ibovespa fecha acima de 174 mil pontos impulsionado por dados fracos da produção industrial e expectativa de corte na Selic. Dólar recua para R$ 5,16.

Ibovespa sobe 0,74% e fecha acima de 174 mil pontos

O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a sessão desta sexta-feira (3) em alta de 0,74%, alcançando os 174.070,27 pontos. Este patamar representa o maior fechamento em um mês, impulsionado pela expectativa de um corte na taxa básica de juros, a Selic. O dólar comercial, por sua vez, recuou e retornou ao nível de R$ 5,16.

O cenário foi influenciado pela divulgação de dados da produção industrial de maio, que apresentou uma retração de 0,2% em relação a abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este resultado, inferior às previsões do mercado, reforçou a percepção de desaceleração da atividade econômica no Brasil. Com isso, aumentaram as apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central possa anunciar um corte de 0,25 ponto percentual na Selic já na reunião de agosto.

Com os mercados norte-americanos fechados em virtude do feriado da Independência dos Estados Unidos, a liquidez no mercado brasileiro foi reduzida. Apesar disso, o Ibovespa acumulou um ganho de 0,45% na semana e de 8,03% no ano. O giro financeiro do dia somou R$ 12,6 bilhões, um volume abaixo da média diária.

O dólar comercial registrou queda de R$ 0,04, fechando em R$ 5,168. A moeda praticamente zerou a alta acumulada na semana, apresentando uma valorização de apenas 0,03%. O movimento foi favorecido pelo ambiente mais positivo para moedas de países emergentes e pela melhora no apetite por ativos brasileiros.

A queda dos juros futuros contribuiu para a valorização, beneficiando especialmente ações de empresas mais sensíveis ao custo do crédito. A expectativa de melhora nos resultados corporativos e a atratividade dos preços das ações impulsionaram o desempenho da bolsa.

No mercado de câmbio, o real acompanhou o fortalecimento de outras moedas emergentes frente a um dólar mais fraco no exterior. Investidores também repercutiram dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos divulgados na véspera, que reduziram as apostas em uma política monetária mais restritiva por parte do Federal Reserve.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de moedas fortes, operou próximo da estabilidade. O mercado mantém o foco nos próximos indicadores de inflação nos Estados Unidos. No acumulado do ano, o dólar já acumula uma queda de 5,83% frente ao real.

Adicionalmente, declarações do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, admitindo a possibilidade de novas intervenções do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos, também contribuíram para a redução dos juros futuros e favoreceram a bolsa de valores.