Consultoria aposta em comportamento humano na era da IA
Consultoria MOOD celebra 10 anos com reposicionamento estratégico e lançamento da frente "Governança de Significado", focada em insights humanos na era da IA.

Em um cenário dominado pela inteligência artificial, automação e análise de dados, a consultoria carioca MOOD opta por um diferencial: aprofundar a compreensão do comportamento humano. Ao completar uma década de atuação, a empresa anunciou um reposicionamento estratégico e o lançamento da frente "Governança de Significado".
Esta nova área visa transformar o vasto volume de informações em interpretações culturais que possam orientar decisões de negócios, inovações e o posicionamento de marcas. Fundada por Fernanda Ramos e Márcia Amorim, a MOOD sempre atuou na intersecção entre comportamento, cultura e tomada de decisão. Agora, reforça seu papel como especialista em insights humanos, buscando uma leitura mais abrangente dos dados corporativos.
Fernanda Ramos, head de Estratégia e Significado da MOOD, explica que, apesar da evolução na coleta e análise de dados, as empresas ainda lutam para entender o contexto por trás dos números. "Hoje existe uma abundância de informação e, ao mesmo tempo, uma escassez crescente de sentido. Nunca tivemos tantos dados disponíveis e tanta dificuldade de compreender pessoas em suas nuances, ambivalências e contradições", afirma.
As sócias observam que o avanço de ferramentas como Business Intelligence (BI), métricas de performance e automação levou muitas empresas a diminuírem o espaço para interpretação cultural e pensamento estratégico. "Não faltam dados. O desafio é conectar tudo isso em contexto, interpretação e significado. Porque dado sozinho não produz entendimento", pontua Márcia Amorim, head de Insights Humanos.
A nova frente da consultoria integrará pesquisas, social listening, indicadores internos, estudos de comportamento do consumidor e sinais culturais. A proposta nasceu de pesquisas realizadas pela MOOD no Brasil e em outros países da América Latina, que indicaram um crescente desgaste dos consumidores com o excesso de estímulos, discursos padronizados e relações superficiais entre marcas e público.
Para Fernanda, em um ambiente cada vez mais automatizado, a capacidade de interpretar contextos humanos ganha ainda mais relevância. "Num mundo tão automatizado, talvez o diferencial não esteja em produzir mais informação ou multiplicar insights sintéticos, mas em sustentar interpretações mais humanas, culturalmente relevantes e sensíveis ao contexto."
Ao longo de dez anos, a MOOD colaborou com grandes marcas como Coca-Cola, L'Oréal, O Boticário, Mercado Pago, Prudential e ApexBrasil. Os projetos incluíram imersões com consumidores e executivos, pesquisas sobre identidade racial, estudos sobre pertencimento feminino no universo dos games e projetos de transformação cultural e experiência de marca.
Como parte de sua expansão, a MOOD também inaugura uma nova sede em Botafogo, Rio de Janeiro. Para o segundo semestre de 2026, planeja lançar uma frente dedicada a Learning, com pesquisas proprietárias, encontros e conteúdos sobre transformações sociais contemporâneas, como os impactos da IA no comportamento humano, a crise de referenciais masculinos e os desafios da Geração Z. O reposicionamento reflete a trajetória acadêmica das fundadoras, que cursam mestrado em Psicanálise. "No futuro, talvez a grande disputa não seja entre humano e inteligência artificial, mas entre profundidade e superficialidade. Compreender pessoas continua sendo um trabalho profundamente humano", conclui Márcia Amorim.