CNPJ Alfanumérico: O Que Muda a Partir de Julho?
CNPJ alfanumérico entra em vigor em julho. Novas empresas terão códigos com letras e números; as já existentes não são afetadas. Mudança visa expandir combinações e modernizar o sistema.

A partir de julho, o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) passará por uma transformação significativa, permitindo a inclusão de letras em sua composição. A mudança, oficializada pela Instrução Normativa RFB nº 2.229, visa garantir a expansão da capacidade de identificação e assegurar a continuidade das políticas públicas, sem, contudo, afetar as empresas já estabelecidas.
## Novas Combinações para Novos Cadastros
Segundo a Receita Federal, a alteração se aplicará exclusivamente a novos cadastros. Empresas e entidades que já possuem um CNPJ numérico não precisarão realizar nenhuma atualização. A introdução de caracteres alfanuméricos expandirá consideravelmente o leque de combinações possíveis, essencial diante do crescente número de empresas e filiais registradas no país. O órgão ressalta que a adoção do novo formato será gradual e progressiva, não significando que todos os CNPJs emitidos após a data limite já conterão letras.
## Estrutura do Novo CNPJ
O CNPJ alfanumérico manterá o total de 14 posições. As oito primeiras posições identificarão a raiz do registro, podendo ser compostas por letras e números. As quatro posições seguintes representarão a ordem do estabelecimento, também de forma alfanumérica. As duas posições finais, os dígitos verificadores que asseguram a autenticidade do número, continuarão sendo numéricos. Para a conversão de letras em números nos dígitos verificadores, será utilizada a tabela ASCII, com um ajuste específico subtraindo o valor 48.
## Adaptação e Impactos para Empresas
Embora o processo de inscrição do CNPJ não mude, a inclusão de letras e números exigirá adaptações em sistemas de empresas e softwares de controle tributário e emissão de notas fiscais. A Receita Federal assegura que todos os sistemas públicos estarão preparados e integrados à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM) para aceitar ambos os formatos. No entanto, é crucial que empresas e profissionais liberais que lidam com essas emissões e controles estejam cientes da necessidade de atualizar seus próprios sistemas para evitar falhas, dificuldades com fornecedores ou atrasos no cumprimento de obrigações fiscais.
A Receita Federal disponibilizará ferramentas para auxiliar nessa transição técnica, visando minimizar impactos e garantir a fluidez dos processos empresariais. A expectativa é que a adaptação ocorra de forma transparente para a maioria dos contribuintes, reforçando a modernização do sistema de identificação empresarial no Brasil.