Fagundes: 'Não sou meu tipo de homem' e critica individualismo

Antonio Fagundes celebra 60 anos de carreira com a peça "Dois de nós", critica individualismo e limita uso de celular. Defende TV aberta e produz seus projetos com autonomia.

Fagundes: 'Não sou meu tipo de homem' e critica individualismo

Antonio Fagundes, conhecido por sua disciplina ao longo de seis décadas de carreira, celebra seus 60 anos de profissão com a peça "Dois de nós". O espetáculo, que já rodou o Brasil e Portugal, reunindo mais de 200 mil espectadores, estreia no Rio de Janeiro no dia 23 de junho. Em entrevista, o ator declarou "Não sou meu tipo de homem" e criticou a individualidade exacerbada da sociedade atual.

Para manter o foco e a independência artística, Fagundes adota um estilo de vida controlado em relação à tecnologia. Ele restringe o uso de redes sociais, acessando o WhatsApp apenas uma vez ao dia e o Instagram aos domingos. O artista também ressalta a importância da televisão aberta como plataforma para o diálogo social.

Fagundes produz seus próprios projetos sem depender de leis de incentivo, demonstrando sua autonomia no mercado cultural. Ele prefere ser chamado de "Fafá", seu apelido íntimo, por considerar "Fagundes" "muito sério", indicando uma personalidade que busca proximidade além da persona pública.