Cultura no Rio: Especialistas cobram prioridade política e recursos

Especialistas cobram do Rio de Janeiro que a cultura seja tratada como prioridade política e estratégica, com recursos permanentes e políticas de Estado duradouras.

Cultura no Rio: Especialistas cobram prioridade política e recursos

Especialistas ouvidos em um debate temático apontam que a cultura, apesar de ser um dos maiores ativos do Rio de Janeiro, é tratada como política pública secundária no estado. A falta de prioridade política, e não de ideias, é vista como o principal entrave para o desenvolvimento do setor. A ex-secretária de Estado de Cultura, Adriana Rattes, ressaltou que planos e diagnósticos existem, mas raramente sobrevivem a trocas de governo, defendendo a cultura como prioridade explícita com recursos permanentes.

Ricardo Piquet, do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), destacou que a cultura já gera riqueza e emprega milhares de pessoas, mas esse peso econômico não se traduz em força orçamentária. Ele propõe a criação de centros de referência cultural em todos os municípios fluminenses para enraizar o valor do patrimônio local. Marquinhos de Oswaldo Cruz apresentou exemplos de iniciativas periféricas, como o Trem do Samba, que geram retorno tributário e empregos, mas necessitam de suporte institucional.

Luciana Adão, do Instituto Futuros, alertou que a legislação e os mecanismos de financiamento precisam acompanhar a economia criativa contemporânea. Ela defendeu a criação de fundos permanentes protegidos por lei e programas de formação para gestores culturais, visando garantir o fluxo de recursos ao setor, que já possui participação significativa no PIB brasileiro e fluminense.