Lua de Morango encanta céus do DF com tons alaranjados

Lua de Morango surge no céu do DF com tons alaranjados. Fenômeno astronômico é visível a olho nu e tem nome ligado à colheita de frutas.

Lua de Morango encanta céus do DF com tons alaranjados

O céu do Distrito Federal foi palco de um espetáculo astronômico na noite desta segunda-feira (29/6), com o surgimento da chamada Lua de Morango. O satélite natural da Terra coloriu o horizonte com tons alaranjados, proporcionando um belo visual aos observadores. O fenômeno teve início por volta das 17h36 e permaneceu visível durante toda a noite, atingindo seu ápice de iluminação às 20h57, horário de Brasília.

Apesar da denominação popular, a Lua de Morango não apresenta uma coloração rosa. A tonalidade alaranjada observada é um efeito natural causado pela atmosfera terrestre, especialmente quando o satélite se encontra próximo ao horizonte. Conforme a Lua ascende no céu, sua aparência tende a retornar à coloração branca e acinzentada habitual.

O nome "Lua de Morango" tem origem nas tradições de povos indígenas da América do Norte, como os Algonquin e os Ojibwe. Eles utilizavam os ciclos lunares para demarcar as estações do ano e indicar períodos importantes, como a época de colheita de morangos silvestres. Assim, a Lua cheia de junho passou a ser associada a esse evento.

Neste ano, a Lua de Morango também se apresentou como uma "microlua", devido à sua posição no apogeu – o ponto mais distante de sua órbita em relação à Terra. Essa condição faz com que o satélite pareça ligeiramente menor e com um brilho um pouco menos intenso, embora a diferença seja sutil para observadores a olho nu.

Em diferentes culturas, a Lua cheia de junho carrega outras denominações, como Lua de Mel, Lua das Rosas e Lua de Lótus. No Hemisfério Sul, onde junho marca o início do inverno, é também conhecida como Lua Fria.

O fenômeno pôde ser apreciado a olho nu, sem a necessidade de equipamentos especiais. Para uma melhor visualização, recomenda-se buscar locais com baixa poluição luminosa e um horizonte desobstruído. Mesmo após o ápice, a Lua manteve sua aparência quase cheia, permitindo que os moradores do Distrito Federal desfrutassem do espetáculo por horas.