Pioneiro em Baterias de Lítio, John Goodenough Morre aos 100 Anos
John B. Goodenough, o mais velho ganhador do Nobel e pioneiro em baterias de íon-lítio, morre aos 100 anos. Sua invenção revolucionou celulares e impulsionou carros elétricos.

O mundo científico se despede de John B. Goodenough, a pessoa mais idosa a receber um Prêmio Nobel, que faleceu no último domingo (25) aos 100 anos. Sua morte ocorre a apenas um mês de completar 101 anos.
Goodenough é reverenciado como um dos pais da tecnologia de baterias de íon-lítio, um avanço que transformou radicalmente a eletrônica moderna e abriu caminho para a era dos veículos elétricos. Em 2019, aos 97 anos, ele foi agraciado com o Prêmio Nobel de Química, juntamente com Stanley Whittingham e Akira Yoshino, por suas pesquisas fundamentais sobre os acumuladores de energia.
## Revolução na Eletrônica e Mobilidade
A invenção das baterias de íon-lítio, popularizadas a partir da década de 1990, foi um divisor de águas. A Real Academia Sueca de Ciências destacou que essa tecnologia "lançou as bases da eletrônica sem fio, como telefones celulares e laptops". Além disso, a academia ressaltou o papel crucial das baterias na "possibilidade de um mundo livre de combustíveis fósseis", sendo essenciais tanto para a alimentação de carros elétricos quanto para o armazenamento de energia proveniente de fontes renováveis.
O legado de Goodenough transcende o laboratório. Suas descobertas não apenas permitiram a portabilidade de dispositivos eletrônicos que se tornaram onipresentes em nosso cotidiano, mas também impulsionaram a transição energética, oferecendo uma alternativa mais limpa aos motores a combustão. Sua contribuição é, portanto, fundamental para os desafios ambientais e tecnológicos do século XXI.