Orgãos Envelhecem em Ritmos Diferentes, Revela Ciência

Órgãos envelhecem em ritmos variados no corpo humano, segundo estudos que usam relógios epigenéticos. Pesquisadores buscam intervir em sistemas mais frágeis.

Orgãos Envelhecem em Ritmos Diferentes, Revela Ciência

O envelhecimento do corpo humano não é uniforme. Especialistas revelam que diferentes órgãos e sistemas apresentam ritmos distintos de envelhecimento biológico, distanciando-se da idade cronológica. Em mulheres, por exemplo, os ovários podem mostrar sinais de envelhecimento avançado já aos 30 anos. Essa descoberta é fruto de pesquisas que utilizam "relógios epigenéticos", como o "relógio Horvath", que medem alterações no DNA ao longo do tempo.

Um estudo publicado na "Nature Medicine" demonstrou que o declínio de um sistema pode impactar severamente outros. O envelhecimento pulmonar, por exemplo, afeta o coração, que por sua vez acelera o envelhecimento cerebral. Cada ano de envelhecimento biológico do coração adiciona 27 dias à idade do cérebro.

O objetivo da ciência é identificar os órgãos que se desgastam mais rapidamente para intervir e retardar danos. Modelos como a mosca-da-fruta, que compartilha genes com humanos, auxiliam no mapeamento desses processos. Pesquisas em "Science" revelaram que células de diferentes tecidos, como cérebro, músculos e fígado, envelhecem em velocidades distintas, abrindo caminhos para novas terapias.