Moradores de SP lutam contra corte de árvores para centro terapêutico

Moradores de São Paulo protestam contra a possível derrubada de árvores em praça com Mata Atlântica para construção de Centro TEA. Prefeitura afirma que decisão final ainda não foi tomada.

Moradores de SP lutam contra corte de árvores para centro terapêutico

Moradores do bairro do Butantã, na Zona Oeste de São Paulo, estão empenhados em uma mobilização para impedir a remoção de dezenas de árvores em um fragmento de Mata Atlântica nativa. A praça em questão, conhecida como Praça Kaol Sugimoto e localizada na Avenida Eliseu de Almeida, abriga uma densa cobertura vegetal e integra a bacia hidrográfica do córrego Pirajuçara, atuando como uma área crucial de drenagem natural e refúgio para a fauna silvestre, incluindo saguis e tucanos.

O plano da prefeitura é construir um Centro TEA (serviço de atendimento terapêutico para pessoas com transtorno do espectro autista) na área. A notícia da possível supressão vegetal gerou preocupação entre os residentes, que lançaram um abaixo-assinado virtual. A petição, que já reuniu mais de 2,2 mil assinaturas, apela para que o poder público avalie outros imóveis na região como alternativas para a instalação do equipamento.

## Diálogo e preocupações ambientais

O manifesto dos moradores reconhece a importância da expansão do atendimento a pessoas com TEA, mas enfatiza que esse avanço não deveria comprometer uma área verde já estabelecida e essencial para a qualidade de vida da comunidade e para o equilíbrio ambiental local. A praça é descrita como um espaço com alto potencial de infiltração, fundamental para a gestão hídrica da zona.

A Prefeitura de São Paulo, em resposta às inquietações, declarou que ainda não há uma decisão definitiva sobre a supressão das árvores. Segundo o comunicado oficial, a ação realizada no início do mês consistiu apenas em um mapeamento das árvores existentes, configurando-se como uma etapa preliminar para estudos futuros. A prefeitura assegura que a análise das árvores é um passo inicial para a avaliação do local.

## Futuro em aberto

A comunidade local aguarda os próximos desdobramentos e espera que o diálogo com o poder público resulte em uma solução que concilie a necessidade de equipamentos públicos com a preservação de áreas verdes importantes para a cidade. A polêmica levanta um debate recorrente sobre o planejamento urbano em grandes metrópoles e a busca por um desenvolvimento que contemple tanto as demandas sociais quanto a sustentabilidade ambiental.