Jovens: Emprego Cresce, Mas 'Nem-Nem' Atinge 6,2 Milhões

Apesar do aumento de vagas formais para jovens, o Brasil registra 6,2 milhões de "nem-nem". Estudo do MTE alerta para subemprego, baixa remuneração e alta rotatividade, propondo ações para inclusão.

Jovens: Emprego Cresce, Mas 'Nem-Nem' Atinge 6,2 Milhões

O mercado de trabalho brasileiro registrou um aumento na absorção de jovens e na criação de postos formais no primeiro trimestre de 2026. No entanto, um desafio social persistente é a exclusão de milhões de adolescentes e jovens adultos, que nem estudam nem trabalham. Segundo um estudo inédito do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o número de jovens na condição "nem-nem" saltou de 5,5 milhões para 6,2 milhões no período analisado.

A pesquisa, baseada na PNAD Contínua, revelou que, apesar de 39% dos jovens entre 14 e 24 anos se dedicarem exclusivamente aos estudos, o grupo dos "nem-nem" cresceu significativamente. O MTE alerta que essa situação afeta de forma mais severa mulheres negras, que muitas vezes deixam a escola e o trabalho para assumir responsabilidades domésticas e familiares.

Embora o desemprego entre jovens tenha caído para 13,8% (na faixa de 18 a 24 anos) e 57,8% atuem com carteira assinada, a qualidade dessas vagas é preocupante. A maioria ocupa cargos que não exigem qualificação específica, recebe baixa remuneração (até 1,5 salário mínimo) e apresenta alta rotatividade. O ministério propõe estratégias como combate à evasão escolar, capacitação profissional e investimento em letramento digital para reverter o cenário.