IBGE testa censo inédito para população em situação de rua em Manaus

Manaus sediará teste piloto do 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua do IBGE em 2026. A iniciativa visa aprimorar a coleta de dados para a pesquisa nacional de 2028 e subsidiar políticas públicas.

IBGE testa censo inédito para população em situação de rua em Manaus

Manaus se tornou palco de um marco inédito na contagem populacional brasileira. A capital do Amazonas foi selecionada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para sediar uma etapa crucial do 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua. A iniciativa, que visa mapear e compreender a dimensão e as características deste grupo social, acontecerá entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro de 2026.

## Preparação para a pesquisa nacional

Esta fase em Manaus servirá como um rigoroso teste de campo. O objetivo é validar as metodologias, as tecnologias a serem empregadas e os procedimentos operacionais que serão utilizados na pesquisa em escala nacional, programada para junho de 2028. O aperfeiçoamento na coleta de informações é fundamental para garantir a maior precisão possível na futura contagem oficial e, consequentemente, na compreensão do perfil da população em situação de rua no país.

## Subsídio para políticas públicas

Além da contagem, o censo busca coletar dados demográficos e socioeconômicos detalhados. Essas informações são essenciais para embasar a criação e o aprimoramento de políticas públicas direcionadas a esse segmento da população. A expectativa é que os resultados do levantamento subsidiem ações mais eficazes no combate à exclusão social e na oferta de suporte e oportunidades para pessoas em vulnerabilidade.

A escolha de Manaus para esta etapa piloto reflete a importância de testar a metodologia em diferentes realidades urbanas do Brasil, considerando as particularidades regionais e sociais de cada capital. O IBGE busca, com este censo, oferecer um retrato mais fiel e humanizado da população em situação de rua, permitindo que órgãos governamentais e a sociedade civil atuem de forma mais assertiva.