Fila do INSS no menor patamar em 21 meses: 1,8 milhão de pedidos
Fila do INSS atinge menor patamar em 21 meses com 1,8 milhão de pedidos. Reclamações por demora caem 44% e tempo médio de análise é de 50 dias.

A fila de requerimentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atingiu o menor patamar em 21 meses ao final de junho, totalizando 1,8 milhão de pedidos pendentes. A informação foi divulgada nesta terça-feira (30) durante uma reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), em Brasília. Este cenário representa uma melhora significativa na gestão dos processos previdenciários.
Do montante de solicitações em espera, 825 mil estão em análise há menos de 45 dias, indicando um esforço para agilizar os procedimentos iniciais. Outros 555 mil pedidos aguardam resposta há mais de 45 dias, enquanto 451 mil requerem providências adicionais por parte dos segurados, como o envio de documentos ou informações complementares.
## Ações para Acelerar Análises
Leonardo Bittencourt, diretor de Benefícios do INSS, destacou que o foco da autarquia vai além da redução do volume de processos pendentes. O objetivo é também diminuir o tempo médio de espera para a conclusão de cada pedido. Os dados apresentados revelam que o INSS tem concedido uma média de 700 mil benefícios por mês, e em março deste ano, o instituto chegou a registrar o maior volume de concessões da série histórica, com 890 mil benefícios aprovados. Atualmente, o tempo médio para análise de um requerimento é de 50 dias.
Segundo o INSS, a diminuição expressiva na fila é resultado de um conjunto de ações estratégicas implementadas para otimizar e acelerar a análise dos pedidos. Embora o texto original não detalhe especificamente quais foram essas ações, o impacto é visível nos indicadores.
## Queda nas Reclamações e Concessões Recordes
Os indicadores divulgados também apontam para uma redução expressiva nas reclamações relacionadas à demora na análise dos pedidos. Entre janeiro e maio deste ano, as queixas registradas na Ouvidoria do INSS caíram 44%, passando de 14.491 para 8.047 registros. O instituto atribui essa queda à melhoria nos prazos de análise e ao aumento consistente no número de benefícios concedidos, demonstrando um ciclo virtuoso de eficiência.
Este avanço marca um ponto positivo na prestação de serviços previdenciários, buscando garantir que os segurados recebam seus direitos com maior celeridade e menos burocracia, mesmo diante de um alto volume de demandas.