Acre: Transporte em Crise e Inclusão Escolar em Destaque
Acre enfrenta crise no transporte, mas avança na inclusão escolar especial. Debates políticos, desafios de infraestrutura e saúde marcam o noticiário local.

A crise no transporte coletivo em Rio Branco, capital do Acre, é o centro de intensos debates políticos. O ex-prefeito e pré-candidato a deputado estadual, Marcus Alexandre (MDB), voltou a criticar a gestão atual, atribuindo a responsabilidade pela deterioração do sistema nos últimos anos. Ele questionou os repasses à empresa Ricco Transportes e defendeu a fiscalização dos órgãos de controle sobre os recursos públicos. Em contrapartida, aliados do atual prefeito relembram que a gestão anterior de Marcus Alexandre também não promoveu um novo edital de licitação para o serviço.
No cenário eleitoral, a entrada do prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, na aliança liderada pelo senador Alan Rick, enfraquece as chances da ex-deputada Jéssica Sales (MDB) de compor como vice. Com isso, especula-se que Sales possa concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, após também não se concretizarem negociações para vice-governadora.
Em Tarauacá, um vereador gerou constrangimento ao exaltar a construção de um ponto de ônibus precário, com telhas já danificadas. O episódio, considerado "vergonha alheia" por observadores, expõe a fragilidade da administração pública local e a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa por parte dos próprios representantes legislativos.
A educação também é pauta no estado. Estudantes de três comunidades agrícolas em Capixaba estão há oito dias sem aulas devido à manutenção do ônibus escolar, uma situação inaceitável para a comunidade acadêmica. Por outro lado, o Acre lidera o ranking nacional em inclusão de alunos da educação especial em salas comuns, com 98,9% das matrículas na rede estadual, superando a média nacional de 93,5%. No entanto, o alto índice de matrículas dessa modalidade (9,8%) revela um desafio proporcional: a necessidade de ampliar continuamente professores, mediadores e infraestrutura para atender o aumento de diagnósticos, como o de autismo, que cresceu mais de 600%.
O ambiente de negócios no Acre foi classificado como moderado, com um Índice de Ambiente de Negócios de 50,87 pontos. Apesar do potencial em cadeias como café, cacau e castanha, a região enfrenta desafios como juros elevados e insegurança para investimentos privados. A saúde recebe um reforço de R$ 12,5 milhões do Ministério da Saúde para 18 municípios, com a entrega de veículos e equipamentos, mas a eficiência dependerá da capacidade municipal de manutenção.
Enquanto a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) desacelera nacionalmente, Rio Branco permanece em nível de alerta. A predominância do vírus sincicial respiratório e da influenza A reforça a importância da vacinação. Na área ambiental, a retirada de Manoel Urbano da lista de desmatamento é positiva, mas quatro municípios acreanos continuam prioritários no combate, com o estado apresentando bons resultados na redução do desmatamento em áreas de política específica. A formação de brigadas comunitárias na Reserva Extrativista Chico Mendes marca uma nova abordagem na prevenção de incêndios florestais.