Agro: Aumento na conta de luz eleva custos de produção
Produtores rurais brasileiros sofrem com aumentos de até 23% na conta de luz, elevando custos de produção em atividades essenciais para o agronegócio. Entidades buscam reversão.

O setor do agronegócio brasileiro enfrenta um novo desafio com os recentes reajustes nas tarifas de energia elétrica. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou aumentos que variam entre 3% e quase 23% para consumidores rurais em baixa tensão. Essa elevação impacta diretamente atividades que dependem intensamente de eletricidade, incluindo irrigação, armazenagem de grãos, avicultura, suinocultura, pecuária leiteira, piscicultura e agroindústrias.
No Paraná, o reajuste de 20,51% para a Copel foi classificado como "abusivo" pela Federação da Agricultura do Estado (FAEP). A entidade critica a alta em um cenário de frequentes interrupções no fornecimento e prejuízos causados por apagões. A FAEP argumenta que o aumento supera a inflação e busca reverter a decisão, apontando que a Copel registrou lucro líquido de R$ 2,66 bilhões em 2025.
Em São Paulo, consumidores rurais da Enel terão um aumento médio de 8,85%. Já na área de concessão da CPFL Santa Cruz, no interior paulista, o reajuste para o segmento rural chega a 22,85%. As associações do setor defendem que qualquer aumento tarifário seja condicionado à melhoria da qualidade do serviço, algo que, segundo elas, ainda não ocorreu.